Perícia encontra até arames em sistema de freios de ônibus que tombou matando duas universitárias em Alegre

O laudo pericial realizado no ônibus universitário que tombou no dia 22 de novembro de 2018, causando a morte de duas jovens, apontou total descaso com elementos de segurança veicular indispensáveis a uma condução segura. Não havendo condições de segurança mínimas necessárias para viajar. Entre as irregularidades, foi encontrado arames no sistema de freios, utilizados como elementos de fixação de componentes mecânicos. Diante dos fatos, o delegado responsável pelo caso, Ricarte Teixeira, concluiu o inquérito e solicitou a prisão do proprietário do veículo, J. R. P., de 53 anos, que também era o motorista. 

Para o delegado não há dúvidas quanto ao descaso com a manutenção do veículo. “Foi o total descaso do proprietário com a manutenção do ônibus. Pedi a prisão preventiva do motorista. Estou aguardando manifestação da Justiça”, destacou.

Na conclusão do inquérito, Ricarte Teixeira indiciou J. por dois homicídios dolosos, cinco lesões graves dolosas, uma lesão gravíssima dolosa (a vítima teve o braço amputado) e seis lesões leves dolosas. Segundo o delegado, todos considerados dolo eventual.

No laudo os peritos destacaram que o veículo apresentava condições operacionais deficientes devido ao desgaste dos pneus traseiros e que o sistema de freio se apresentava em péssimas condições operacionais, com capacidade de frenagem extremamente baixa. 

O acidente com o ônibus fretado para o transporte dos alunos, causou a morte das estudantes Thereza Fausta da Silva Neta, de 20 anos, Joilma Couto Carneiro Cazzador, 40 anos, e deixou 24 feridos, ao tombar na ES-181, quando passava pela serra de Anutiba, distrito de Alegre. 

Equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e do Pronto Atendimento de Muniz Freire estiveram no local prestando socorro. Algumas vítimas ficaram presas nas ferragens e contaram com o resgate dos bombeiros. Os feridos foram encaminhados para a Santa Casa de Muniz Freire e ao pronto atendimento de Alegre. Várias pessoas lotaram os hospitais à procura de informações de parentes e amigos. 

Segundo a Polícia Civil o advogado do motorista do ônibus entrou em contato minutos depois do acidente com o delegado plantonista de Delegacia Regional de Alegre, Ricarte Teixeira, informando que o motorista fugiu para não ser linchado. Horas depois J. se apresentou às autoridades. 

 Relembre o caso: Duas mortes confirmadas no acidente com ônibus universitário em Muniz Freire

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