Luz na Infância: Polícia capixaba participa de operação nacional contra pornografia infantil

Foto: Divulgação.

Policiais civis capixabas cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão contra suspeitos de crimes de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes praticados na internet. A ação faz parte da quarta fase da Operação “Luz da Infância”, realizada nesta quinta-feira (28), em todo o País.

No Espírito Santo, 25 policiais da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) prenderam cinco pessoas e cumpriram seis mandados de busca e apreensão na Grande Vitória.

“De todas as edições que nós participamos essa foi a que alcançamos o resultado mais positivo com número de detidos. Os criminosos que cometem esse tipo de delito acham que porque estão em um local isolado estarão protegidos e que não serão descobertos. Porém, a Polícia Civil do Espírito Santo possui tecnologia e policiais treinados para identificar e prender esses suspeitos”, disse o delegado-geral, José Darcy Arruda. 

Entre os detidos está um psicólogo de 51 anos, preso em casa, no bairro Praia da Costa, em Vila Velha, pela equipe da DRCC.  Segundo o titular da unidade, delegado Brenno Andrade, a prisão desse suspeito chamou a atenção da equipe pela quantidade de imagens pornográficas infantis que havia em dos seus quatro pendrives apreendidos. “Em um deles, nós visualizamos mais de 1.200 imagens de crianças, adolescentes e até bebês, todas nomeadas pelo possível ano de nascimento delas. Durante o depoimento, ele alegou que baixava conteúdo pornográfico pela internet e que essas imagens com crianças podem ter vindo equivocadamente, porém, diante da quantidade de fotos e da organização dada por ele, isso demonstra que não era uma coisa casual”, disse. 

Além dele, a equipe da DRCC também prendeu um auxiliar de serviços gerais, de 42 anos, em Guarapari e um autônomo, de 28 anos, em Cariacica.

Já a equipe da DPCA, efetuou a prisão de dois suspeitos, sendo um encarregado de 32 anos, preso em Vila Velha e um porteiro de 37 anos, detido em Cariacica.  “Nos dois casos, nós encontramos material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes nos computadores deles. Os dois foram autuados em flagrante por causa desse armazenamento, Além disso, o porteiro já era investigado pela nossa unidade desde o ano passado por suspeita de abusar sexualmente de sua própria filha. Na ocasião nós também cumprimos o mandado de prisão dele em razão desse inquérito”, contou o titular da DPCA, delegado Diego Aleluia.

 A ação contou com apoio das equipes do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic).

“Os suspeitos foram autuados por adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente. Em todos os casos, foram arbitradas fianças, aqueles que não efetuarem o pagamento serão encaminhados ao Centro de Triagem de Viana (CTV)”, informou o delegado Brenno Andrade.

Outras edições

A PCES também participou das outras três edições da operação. A primeira delas foi realizada em outubro de 2017 e resultou na prisão de dois homens, entre eles um italiano no município de Serra.

Já em maio do ano passado quatro pessoas foram presas em flagrante e, na última edição, realizada em novembro de 2018, dois homens foram identificados e material apreendido.

Dados nacionais

Sob coordenação do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MSP) e com a participação das Polícias Civis de todo o Brasil, mais de 1500 policiais estão cumprindo de 266 mandados de busca e apreensão de materiais relacionados a abuso e exploração sexual infanto-juvenil.  O número de prisões já totalizam 137 pessoas.

Os alvos foram identificados pela Diretoria de Inteligência da Secretaria de Operações Integradas do MJSP, com base em elementos informativos coletados em ambientes virtuais, que apresentavam indícios suficientes de autoria e materialidade delitiva. Esse conhecimento produzido foi repassado às Polícias Civis – em especial às delegacias de proteção à criança e ao adolescente, e de repressão a crimes informáticos – que, por sua vez, instauraram inquéritos e solicitaram aos juízes locais para expedição dos mandados de busca e apreensão.

  Texto: Fernanda Pontes

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