Carta reforça cooperação entre cidades latinas na segurança alimentar

Representantes de 11 cidades latinoamericanas assinaram hoje (31) no Rio de Janeiro uma declaração conjunta para promover no continente as ações de segurança alimentar previstas no Pacto de Milão sobre Política de Alimentação Urbana, firmado em 2015. As cidades são signatárias do pacto internacional e buscam com o documento um encaminhamento regional das políticas.

O subsecretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Epitácio Brunet, representou a prefeitura na elaboração da carta e apontou que as cidades da América Latina enfrentam problemas similares como os aumentos simultâneos da fome e da obesidade, além do desperdício de alimentos.

“Tratar de alimentação saudável é tratar de desigualdades sociais”, resume ele, que aponta a importância dos governos locais na promoção da alimentação saudável com instrumentos como restaurantes populares e merenda escolar. “Isso cobre um segmento importante da população”.

A primeira versão do documento foi redigida pela Prefeitura do Rio de Janeiro com a colaboração de representantes das outras cidades e apresentada ontem Fórum Internacional de Segurança Alimentar, realizado esta semana no Museu de Arte do Rio. Após mais contribuições e debates, a Declaração do Rio foi assinada por representantes do Rio de Janeiro, de Belo Horizonte, Buenos Aires, da Cidade do México, de Curitiba, Guarulhos, Porto Alegre, Lima, San Antonio de Areco, São Paulo e da Região Central da Colômbia.

O texto traz seis pontos que incluem o compromisso com políticas que promovam sistemas alimentares urbanos saudáveis e mais igualitários, fortalecendo o elo entre territórios urbanos, periféricos e rurais na produção, distribuição e processamento de alimentos e resíduos.

Outro ponto do documento encoraja mais cidades a assinarem o pacto e manifesta a intenção de manter a cooperação regional iniciada no fórum do Rio de Janeiro.

O texto reafirma Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas, relativos a segurança alimentar, nutrição adequada, agricultura sustentável, promoção do bem-estar, inclusão social, econômica e política e cidades sustentáveis.  

O pacto foi assinado por 187 cidades do mundo, com realidades tão distintas quanto a Escandinávia e a África Subsaariana. Na América Latina, 24 cidades assinaram o pacto.

Agência Brasil
Autor: Vinícius Lisboa – Repórter da Agência Brasil

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