Confira a lista completa dos premiados no Festival Nacional de Teatro de Guaçuí

Foto: Divulgação PMG.

Sessões lotadas e reflexões marcaram o Festival Nacional de Teatro de Guaçuí realizado do dia 4 até sábado (10). Durante sete dias, o município de Guaçuí respirou teatro com a presença de grupos e companhias de diversas partes do país que encenaram dramas, comédias, musicais e palhaçaria nos palcos do Teatro Fernando Torres e nas praças da cidade.

O 20º Festival Nacional de Teatro, realizado pela Prefeitura de Guaçui, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Esportes, teve a organização do Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira; o apoio do Funcultura – Secretaria de Estado da Cultura, dentro do edital Secult-ES 023/2018. E segundo os organizadores, consolidou o seu objetivo de trazer a Guaçuí espetáculos de qualidade e com uma proposta de reflexão sobre o país e sobre as artes cênicas.

De acordo com a coordenação do festival, o público manteve-se fiel em todos os dias, com lotação total nos espetáculos para infância e juventude, sempre no período da tarde, e no período da noite, com excelente participação nos horários das 18 e das 20 horas. “Nos espetáculos para infância e juventude, escolas do município de Guaçuí e da região do Caparaó estiveram presentes, como Caiana, Alegre, Iúna, Natividade e Divino de São Lourenço, o que demonstra o fortalecimento do fazer teatral nessa região que contempla Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro”, destaca o diretor do grupo Gota e do Teatro Municipal, Carlos Olla.

Foto: Divulgação PMG.

Na noite de encerramento e premiação da mostra competitiva do festival, o secretário municipal de Cultura, Turismo e Esportes, Leonardo Ridolfi, destacou o empenho de sua equipe para realização do evento e, principalmente, do Grupo Gota, Pó e Poeira. “O Gota é o maior promotor da cultura guaçuiense e merece todos os aplausos pela realização do festival que completou 20 anos de existência, reunindo o que há de melhor na produção teatral todos os participantes também merecem palmas por um evento tão grandioso” afirmou.

Vinte apresentações temáticas, que envolvem a questão da violência contra mulher, desemprego, reconciliações, ditadura militar, sistema prisional, resgate das brincadeiras da infância, estiveram presentes, com a proposta de reflexão e transformação na sociedade. “Com isso, houve quem se emocionasse ou se divertisse, o que demonstra o poder do teatro, tanto para quem faz como para quem assiste aos espetáculos”, destaca Carlos Olla.

Foto: Divulgação PMG.

Ao Final, o festival premiou espetáculos nas categorias teatro de rua, teatro para infância e juventude, e ainda teatro adulto. E o melhor espetáculo para infância e juventude foi “De La Mancha, o Cavaleiro Trapalhão”, do grupo Rococó Produções, de Porto Alegre (RS), enquanto no teatro de rua, o vencedor foi “Que festa é essa, criatura?”, da Cia. Incrível Teimosa, de Londrina (PR). O melhor espetáculo adulto foi “Espera”, do Núcleo Artístico de Primeiras Experiências (Nape), de São Caetano do Sul (SP).

Receberam o prêmio especial do júri, os espetáculos “Lavadeiras têm poder”, da Cia. 3 Entradas, de Ribeirão Pires (SP) – teatro de rua, “Nem todos podem voar” e “Sertãohamlet”, com o ator Guido Campos, de Goiânia (GO). Este último também ficou com o Troféu Paulo Honório da Costa, oferecido pelo Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira (confira a lista completa de premiações abaixo).

Foto: Divulgação PMG.

Espetáculos premiados

TEATRO DE RUA

MELHOR DIREÇÃO: Luciana Ezarani – Um amor de Carnaval.

MELHOR TEXTO: Sara Lyra – O Rei de quase tudo.

MELHOR CENOGRAFIA: Grupo Rerigtiba – O Rei de quase tudo.

MELHOR FIGURINO: Grupo Rerigtiba – O Rei de quase tudo.

MELHOR MAQUIAGEM: Cia. Incrível Teimosa – Que festa é essa, criatura?

MELHOR SONOPLASTIA/TRILHA ORIGINAL: Cia. Incrível Teimosa – Que festa é essa, criatura?

MELHOR ATOR: Igor Cruz – Um amor de Carnaval.

MELHOR ATRIZ: Daniele Penzenti – Que festa é essa, criatura?

MELHOR ATOR COADJUVANTE: Não houve indicações.

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Mariana Jacó – Um amor de Carnaval.

MELHOR ESPETÁCULO: Que Festa é Essa, Criatura? – Cia. Incrível Teimosa.

PRÊMIO ESPECIAL DO JURI

À investigação do universo da palhaçaria aplicado às questões da mulher, questões feministas e de valorização do corpo cênico como um corpo político no espetáculo: “Lavadeiras Tem Poder” – Cia. 3 Entradas

TEATRO PARA INFÂNCIA E JUVENTUDE

MELHOR DIREÇÃO: Raphaela Tafuri e Walney Gomes – Da mala que sai.

MELHOR TEXTO: Guilherme Ferrera – De La Mancha, o Cavaleiro Trapalhão.

MELHOR CENOGRAFIA: Rococó Produções – De La Mancha, o Cavaleiro Trapalhão.

MELHOR FIGURINO: Vera Lúcia Ferreira – De La Mancha, o Cavaleiro Trapalhão.

MELHOR ILUMINAÇÃO: Roger Santos – De La Mancha, o Cavaleiro Trapalhão.

MELHOR MAQUIAGEM: Não houve indicações.

MELHOR SONOPLASTIA/TRILHA ORIGINAL: Sintonia Dominó – Da mala que sai.

MELHOR ATOR: Guilherme Ferrera – De La Mancha, o Cavaleiro Trapalhão.

MELHOR ATRIZ: Lilian de Mattos – Da mala que sai.

MELHOR ATOR COADJUVANTE: Henrique Gonçalves – De La Mancha, o Cavaleiro Trapalhão.

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Jennifer Duque – Nem todos podem voar

MELHOR ESPETÁCULO: De La Mancha, o Cavaleiro Trapalhão – Rococó Produções.

PRÊMIO ESPECIAL DO JURI

Pela construção das perspectivas, da dignidade, do futuro, do exercício da cidadania, do jovem artista. Pela manutenção do fazer teatral por jovens de periferia. Pelo fazer contínuo do ato teatral, símbolo de verdade, poder e resistência: o júri premia o elenco jovem de “Nem Todos Podem Voar”.

TEATRO ADULTO

MELHOR DIREÇÃO: Evas Carretero – Espera.

MELHOR TEXTO: Evas Carretero – Espera.

MELHOR CENOGRAFIA: Ateliê Casa da Vovó – Espera.

MELHOR FIGURINO: Isis Valente – Espera.

MELHOR ILUMINAÇÃO: Clara Caramez – Espera.

MELHOR MAQUIAGEM: Fábio Domingues – Espera.

MELHOR SONOPLASTIA/TRILHA ORIGINAL: Edson Cândido – Quando as máquinas param.

MELHOR ATOR: Murilo Inforsato – Espera.

MELHOR ATRIZ: Larissa Montenegro – Quando as máquinas param.

MELHOR ATOR COADJUVANTE: Marcelo Guedes – Espera.

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Gabi Costa – Espera.

MELHOR ESPETÁCULO: Espera – NAPE (Núcleo Artístico de Primeiras Experiências).

PRÊMIO ESPECIAL DO JURI

Pela imersão, pesquisa, denúncia, revelação de um Brasil interior. Pelo apurado trabalho artesanal do profissional cênico: o júri premia o artista criador Guido Campos, pelo espetáculo Sertãohamlet.

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