1 de abril: você sabe como a brincadeira começou?

Foto: Internet.

Hoje, 1 de abril, é dia de “pregar peças” nos amigos e se divertir contando algumas mentiras. Mas por que esta data ficou conhecida como “O dia da mentira”?

No Brasil, o 1 de abril começou primeiro em Minas Gerais, local por onde circulava o periódico A Mentira, lançado em 1º de abril de 1828 e que trazia a falsa notícia da morte de Dom Pedro. Várias empresas e marcas famosas usam o dia para promover propagandas e pegadinhas.

Mas na França a data começou a ser comemorada muito antes. A origem de tudo, possivelmente, está relacionada com as mudanças no calendário propostas no Concílio de Trento, em 1548, e implantadas pelo papa Gregório XIII em 1582.

Nesse meio tempo, o rei francês Carlos IX ordenou que, a partir do ano de 1564, o Ano Novo fosse celebrado no dia 01 de janeiro, e não mais em 25 de março, o início da primavera no Hemisfério Norte, como era a tradição na maior parte da Europa.

Porém, havia uma grande dificuldade na comunicação das ordenações régias. Os meios de comunicação eram precários e lentos, e as informações não chegavam rapidamente a todas as partes de um reino. A ordem régia só foi efetivamente cumprida na maior parte dos locais do reino francês em 1567.

Isso pode explicar o motivo que levava algumas pessoas a continuar comemorando o Ano Novo em 25 de março. Como algumas pessoas sabiam da mudança do dia da comemoração, passaram a zombar das demais, que estariam comemorando o Ano Novo em um dia falso. A partir daí, a prática foi difundindo-se, transformando o 1º de abril no Dia da Mentira.

A brincadeira iniciou-se na França e dispersou-se para outros locais da Europa nos séculos seguintes. Na Inglaterra e nos EUA, por exemplo, o dia é conhecido como “April Fool’s Day” ou “All Fool’s Day”, significando algo como o Dia dos Tolos de Abrilou Dia de Todos os Tolos.

O motivo de mudança de data do Ano Novo poderia ainda estar relacionado com o fato de a comemoração no início da primavera estar relacionada com práticas pagãs, e não cristãs. A ligação de fenômenos naturais – como a primavera – com possíveis espíritos divinos contrariava as práticas cristãs de um Deus único, não ligado às forças da natureza. Com o início da primavera, comemorava-se também a entrada do período da fertilidade, em que se realizavam as semeaduras e havia o desabrochar das flores das espécies vegetais.

Fonte: Mundo Educação e Fundação Universia.

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