Testes de DSTs serão feitos nas unidades ESFs de Guaçuí por recomendação do Ministério da Saúde

Foto: Divulgação.

Guaçuí possui, dentro da estrutura da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), o Serviço de Atendimento Especializado e Centro de Testagem e Aconselhamento (SAE/CTA), onde são oferecidos os testes rápidos para doenças sexualmente transmissíveis (DST) e Aids, que atende não só o município, como também toda a região. E em atendimento a uma recomendação do Ministério da Saúde, esses testes, agora, também poderão ser feitos em todas as unidades da Estratégia Saúde da Família (ESF) de Guaçuí.

Conforme explica a coordenadora do SAE/CTA, Laira Elisa Machado de Carvalho, o objetivo é facilitar o acesso ao diagnóstico de HIV (Aids) e triagem de Sífilis, por meio dos testes rápidos, principalmente, para as gestantes e suas parcerias sexuais, em todas as unidades de saúde. “Antes dessa iniciativa, uma pessoa que mora num bairro mais distante do centro da cidade ou num distrito ou zona rural, vai poder procurar a unidade de saúde mais próxima de sua residência para ter acesso aos testes, assim como o teste poderá ser solicitado pelo profissional de saúde que estiver atendendo a uma pessoa na própria unidade”, esclarece a coordenadora.

Dessa forma, os testes estarão à disposição nas 10 unidades de ESF do município, incluindo nos distritos: João Polido de Oliveira (São Pedro de Rates), Dr Abelha I e II (Caic), Padre Galeno e Dr. Ilo Miranda Bastos (Unidade Básica de Saúde – UBS – Nina Lúcia Cristiano), José Theodoro (Vale do Sol), Antônio de Oliveira Catatau (Balança), Antônio Dutra de Mendonça (São Tiago), Pedro Vieira Neto (Manoel Monteiro Torres) e José Rezende Vargas (Antônio Francisco Moreira). Para isso, a equipe do SAE/CTA se reuniu com as equipes das unidades visando acertar os detalhes, para que a ação alcance seus objetivos.

Laira Elisa coloca que esse acesso mais fácil ao teste pode significar um diagnóstico e um tratamento mais rápido, no caso de um resultado positivo. “E no caso do teste dar positivo, para HIV ou Sífilis, isso deve ser comunicado pela unidade de saúde ao SAE/CTA, para que fiquemos no aguardo do comparecimento desse paciente, onde ele irá receber orientação, será encaminhado para consulta médica e poderá fazer o tratamento”, explica. “No caso do paciente não aparecer, vamos comunicar á unidade que deverá fazer uma busca ativa dessa pessoa para que seja encaminhada ao tratamento”, completa.

No caso do HIV, com o tratamento, a pessoa pode alcançar uma carga viral reduzida que implicará numa melhor qualidade de vida e numa menor possibilidade de transmitir o vírus a um parceiro sexual. O mesmo não acontece com a Sífilis, onde não há como reduzir o risco de contágio ao se fazer sexo sem proteção. “E houve um aumento de testes positivos para Sifilis em Guaçuí”, afirma Laira Elisa.

E no caso das gestantes, principalmente, o diagnóstico precoce e oportuno de infecção pelo HIV e também da Sifilis é fundamental para a redução da transmissão vertical (quando o feto é infectado pela mãe), o que torna fundamental a realização dos testes no âmbito da atenção do pré-natal para as gestantes e suas parcerias sexuais. De acordo com o Ministério da Saúde, a redução das taxas de transmissão vertical do HIV e eliminação da Sífilis congênita (de mãe para filho), bem como a redução da mortalidade materna e infantil, passam pela iniciativa de facilitar o acesso das pessoas a esses testes.

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