Santa Casa de Guaçuí fala das irregularidades e medidas tomadas

Na manhã desta quarta-feira (8), a assessoria de imprensa da Santa Casa de Misericórdia de Guaçuí, emitiu outra nota acerca da operação do Ministério Público, denominada “Carro de Boi”, ocorrida na última terça-feira (7). Desta vez, a entidade fala sobre as irregularidades encontradas e as medidas tomadas desde novembro de 2018.

Segundo a nota em 14 de novembro de 2018, a diretoria da Santa Casa de Misericórdia recebeu uma denúncia, feita ao procurador do Ministério do Trabalho, José Manoel Machado, contendo uma série de possíveis irregularidades sobre o funcionamento das Unidades de Terapia Intensiva (I e II).

Ainda nesta época, as UTI’s I e II estavam sob controle de duas empresas (G4MED Representações de Produtos Hospitalares e G7 Med – Ltda Operadora de Saúde) que possuíam contrato com a Santa Casa de Misericórdia de Guaçuí para prestação de serviço.

A nota continua dizendo que após receber estas denúncias, o provedor da Santa Casa, José Areal Prado Filho, através do supervisor hospitalar, Denis Vaz da Silva Ferreira, solicitou imediata instauração de uma sindicância interna para apurar as irregularidades constantes na denúncia.

Em dezembro foi publicada uma portaria interna, autorizando a instalação da sindicância para apurar as denúncias. E no mesmo mês, a comissão de sindicância foi instaurada e deu início aos trabalhos.

De acordo com a instituição, foram ouvidas 40 pessoas e elaborado um documento com mais de 300 páginas onde foram explicitadas as irregularidades. O relatório final da sindicância foi entregue à provedoria da Santa Casa em fevereiro deste ano (2019), onde foram constatadas as seguintes denúncias: “(…)Pelo que consta nos autos, através de evidentes e comprobatórios documentos anexados, ficou demonstrado que houve a prática de atos contrários ao que foi pactuado com a Santa Casa de Misericórdia de Guaçuí, sugerimos: rescisão dos contratos firmados juntos as empresas G7 MED LTDA – Operadora de Saúde e G4MED REPRESENTAÇÕES DE PRODUTOS E SERVIÇOS HOSPITALARES LTDA-ME; Que o Sr. José Areal Prado Filho – Provedor da Santa Casa de Misericórdia de Guaçuí diligencie no sendo de promover uma rescisão de forma a garanr uma transição que não prejudique os usuários do Sistema Único de Saúde – SUS. (…)”, consta o documento.

Por fim, no dia 19 de fevereiro, o contrato com as empresas G4MED Representações de Produtos Hospitalares e G7 Med – Ltda Operadora de Saúde, foram rescindidos, unilateralmente.

Em virtude do ocorrido, a Santa Casa de Misericórdia de Guaçuí determinou o prazo de 60 dias para completa absorção dos serviços das Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Segundo a instituição, o motivo desse prazo seria de buscar o mínimo prejuízo aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), que utilizam o serviço.

Após o término da sindicância, o Ministério Público Estadual, intimou alguns funcionários da Santa Casa de Misericórdia para prestar esclarecimentos sobre os fatos apurados.

Por fim, a nota reafirma que a instituição é a maior interessada na apuração dos fatos, que está contribuindo com as investigações e destaca o crescimento e as conquistas dos últimos anos.

“Nos últimos anos, a Santa Casa de Misericórdia de Guaçuí apresentou um enorme crescimento. Contas em dia, parcelamento dos atrasados, novos equipamentos. Esta nova fase foi devido ao comprometimento e trabalho da diretoria e dos funcionários. Entre as principais conquistas, está o tulo de filantropia (CEBAS – Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social) e as Cerdões Negavas de Débito (CND), conquistadas em 2016. Somos os maiores interessados na apuração dos fatos e estamos contribuindo com as investigações. Acreditamos no trabalho do Ministério Público e da justiça brasileira”.

Siga, Curta e Compartilhe:
error