Santa Casa de Guaçuí esclarece polêmica envolvendo UTI

Foto: Divulgação.

A Santa Casa de Misericórdia de Guaçuí emitiu, na manhã desta quinta-feira (14), uma nota de esclarecimento acerca da polêmica envolvendo a UTI, que era administrada por empresários do município, e agora passará a ser gerida pela instituição.

De acordo com a nota, no dia 19 de fevereiro, após apuração interna, o contrato com as empresas G4MED Representações de Produtos Hospitalares e G7 Med – Ltda Operadora de Saúde, foram rescindidos, unilateralmente, após práticas contrárias ao que está descrito na Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) e aos comandos contratuais fixados com a instituição. Contudo, a Santa Casa não detalha quais seriam estas práticas.

Ainda segundo a nota, a rescisão do contrato acontecerá de acordo com os termos constantes nos contratos vigentes, até então.· Em virtude do ocorrido, a Santa Casa de Misericórdia de Guaçuí determinou o prazo de 60 dias para completa absorção dos serviços das Unidades de Terapia Intensiva (UTI), com o objetivo de não prejudicar os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).·

Um comunicado foi emitido à Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo, informando a rescisão contratual e a absorção integral do serviço por parte da Santa Casa de Misericórdia de Guaçuí.

A nota fala também sobre as acusações levantadas por um site de notícias da região, onde menciona intervenção federal, denúncias de enriquecimento ilícito, cobranças ilegais, e até maus tratos.

“Em 67 anos de história, a Santa Casa de Misericórdia de Guaçuí nunca cobrou nenhum procedimento ou internação na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), uma vez que todos os pacientes atendidos são cobertos pelo Sistema Único de Saúde. A Santa Casa de Misericórdia de Guaçuí presa pela humanização e acolhimento do paciente, tendo em seu quadro de funcionários Enfermeiros, Técnicos de Enfermagem, Assistentes Sociais, Fisioterapeutas e Médicos extremamente capacitados”

A Santa Casa nega estar sob intervenção federal. “Não existe qualquer notificação de órgão, seja Ministério Público, Ministério da Saúde, ou qualquer outro órgão da União instruindo uma intervenção, o que caracteriza um boato que visa, apenas, desconstruir a imagem da instituição”, afirma a nota, que também alega não ter sido consultada pelo autor do texto sobre o assunto exposto, segundo a instituição, de forma que o número apresentado na matéria pelo qual teriam tentado fazer contato, não pertence ao supervisor da Santa Casa, Denis Vaz.

Com relação às denúncias de maus tratos, enriquecimento ilícito, cobranças ilegais, entre outros, a Santa Casa de Misericórdia de Guaçuí afirma ser a maior interessada na apuração de tais fatos, solicitando, ao jornal que publicou tal matéria, com supostas denúncias, que encaminhe as “provas” para que a instituição possa denunciar o ocorrido, às autoridades. “A entidade é a maior interessada em apurar estes fatos”, afirma a nota.

Siga, Curta e Compartilhe:
error