Presidente interino suspende contratos da Câmara de Vereadores de Guaçuí

Foto: Divulgação.

O vereador Ângelo Moreira (PSDB) assumiu, interinamente, a presidência da Câmara de Vereadores de Guaçuí. Ângelo era vice-presidente e precisou assumir por tempo indeterminado após a deflagração da operação Ouro Velho, que resultou na prisão preventiva de sete pessoas, entre elas, o então presidente da casa, Laudelino Neto (Laudinho). Sua primeira decisão foi suspender os contratos vigentes.

“Suspendi temporariamente todos os contratos da Câmara. É minha responsabilidade e eu também não quero ter problema com ninguém” afirmou o novo presidente. Segundo Ângelo Moreira, o único pagamento que será realizado nesse período é o salário dos servidores.

De acordo com o vereador, após analisar o contrato e não encontrar irregularidades, optou por manter a transmissão ao vivo das reuniões. A intensão é de continuar mantendo a população informada e garantir a transparência do trabalho dos vereadores.

O vereador explica que prefere conversar primeiro com o promotor, Gino Bastos e com o juiz da cidade, Bruno Fritoli Almeida, para só então decidir se os contratos permanecerão suspensos. “Suspendi até segunda ordem, até eu conversar com o juiz e o promotor. Eu não posso assumir compromisso de outros” ressalta.

Ângelo chama de “pepino” a presidência da Câmara neste momento. “Assumi esse ‘pepino’ agora, com muito pé no chão. Vou procurar o dr Bruno (juiz da comarca de Guaçuí) e o dr Gino (promotor), que são pessoas que respeito muito, até pra me instruir. E falar o que eu posso fazer”.

Para ele foi um choque receber a notícia das prisões de funcionários públicos e de um vereador.

“Eu, honestamente, fiquei surpreso. Fiquei em choque. E nós temos que acreditar na Justiça e no Ministério Público. Que são os responsáveis, órgãos que a gente respeita muito. Mas até que seja julgado e condenado alguém, a gente também não pode ‘jogar pedra’, ou falar que a pessoa é errada. Está em segredo de Justiça o processo”.

Além de trabalhar sob orientação da Justiça, Ângelo espera contar com apoio da sociedade, dos grupos de serviços de Guaçuí e da Associação Comercial (Acisg).

Novas eleições para presidente

Após a deflagração da operação Ouro Velho, a Câmara de Vereadores foi oficialmente informada que a ação é uma medida cautelar. O que significa que ainda não há condenação. Onde todos os envolvidos tem seu direito de defesa, até que o processo seja transitado e julgado.

Diante da situação, Ângelo declarou que não haverá nova eleição para presidente da Câmara e que o cargo continua sendo do vereador Laudinho.

“Eu não vou chamar suplentes, não vou fazer novas eleições. Até porque, o presidente é o Laudinho ainda, de fato. Ele foi eleito, não foi caçado. E a gente respeita a Justiça. O que a Justiça falar pra mim eu vou seguir, eu vou fazer”.

O vereador ainda completa dizendo, “antes da Justiça falar, eu não vou tomar medidas nenhumas. A não ser medidas que eu achei éticas, morais, que é cancelar contratos, não aplicar eleição porque ninguém foi caçado. E até que seja transitado e julgado, eu não posso fazer mais que isso. Se vou ficar dois dias, três dias, quatro dias, não sei quantos dias eu vou ficar. A Justiça que vai falar. Ela que vai determinar”.

Ângelo finaliza afirmando que está tecnicamente como presidente, mas todas as decisões serão tomadas em conjunto entre os vereadores da casa.

“Não é o Ângelo presidente, somos nós presidentes da Câmara, porque todos nós somos responsáveis, eleitos pelo povo, então temos esse compromisso com o povo. Porque a cidade também não pode parar. Nesse momento a gente tem que pensar em Guaçuí. Nos nossos munícipes. E é muito triste tudo o que Guaçuí está vivendo. Mas na política tem pessoas boas e a gente tem que acreditar”.

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