Páscoa: confira dicas do Procon para compra de chocolates e peixes

Foto: Divulgação.

A Semana Santa, aqui no Estado, é marcada pelo consumo da tradicional torta capixaba, de peixes e de chocolates. A variedade de guloseimas temáticas atrai adultos e crianças. Mas, para fazer uma boa compra, é preciso pesquisar, já que os produtos típicos apresentam grande variação de preços de uma loja para a outra.

Pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em todas as capitais do país, apontou que sete em cada dez consumidores pretendem ir às compras na Páscoa. Desses, 35% disseram que vão desembolsar a mesma quantia do ano passado, 32% devem gastar mais e 25% menos.

Uma dica para quem quer economizar está em considerar a possibilidade de substituir os ovos por outra versão do chocolate, como barras ou caixas de bombom, que são consideravelmente mais baratos, quando comparados os pesos.

Segundo a diretora-presidente do Instituto Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-ES), Lana Lages, muitos consumidores desconhecem que o peso de todos os produtos deve corresponder à parte que será consumida. Isso significa que o total em gramas declarado na embalagem dos ovos de Páscoa deve corresponder ao peso do chocolate, excluindo qualquer embalagem ou brinde.

“O consumidor paga caro pelo brinde que acompanha o ovo de Páscoa infantil. Há, ainda, opções no mercado que nem sequer um chocolate acompanha o brinquedo. É importante desde cedo criar essa consciência nas crianças”, explicou a diretora.

No ato da compra é preciso verificar a data de validade dos produtos, se a embalagem está em bom estado de conservação, indicação de faixa etária, os ingredientes – para evitar o risco de alergias – a informação nutricional. Também é importante levar em consideração o peso do ovo de chocolate e não só a numeração, já que a relação peso/número varia de acordo com o fabricante.

Lana Lages recomenda ainda, cautela nas compras de produtos em promoção. “Após a Páscoa, alguns comerciantes colocam ovos de chocolate em promoção. Assim, o consumidor deve observar o estado do produto já que não há a obrigatoriedade de troca nas compras realizadas em lojas físicas”, informou.

 Atenção aos pescados e alimentos in natura

Produtos importados como o bacalhau, o azeite e a azeitona podem deixar a tradicional torta capixaba ainda mais “salgada”. Para economizar, o ideal é substituir o tradicional peixe da torta por outro tipo de pescado e, ainda, buscar ingredientes alternativos e que estejam mais baratos.

Já na compra do palmito e de outros produtos ‘in natura’, é importante saber a procedência dos alimentos e observar se os produtos estão protegidos de insetos e bem armazenados.

Na compra de peixes, o consumidor deve ficar atento se a carne está firme, se os olhos estão salientes e brilhantes, se as guelras estão avermelhadas e se as escamas não soltam com facilidade. Quanto ao peixe em postas, o ideal é que elas sejam cortadas na hora da compra, mas se já estiverem cortadas, é importante observar a textura da carne. No supermercado, o pescado deve estar exposto em balcão frigorífico e, na feira, envolto em gelo picado, sempre protegido do sol e de insetos. Além disso, o vendedor deve usar luvas descartáveis e avental.

Ao comprar lulas e polvos, a orientação é que o consumidor adquira os de cores mais claras, que estão mais frescos. Já para mexilhões, mariscos e ostras, o ideal é comprar ‘in natura’ e observar se as conchas estão bem fechadas. Moluscos com conchas abertas não estão próprios para o consumo. No caso do camarão, devem também ser firmes e com a carapaça presa ao corpo e o odor deve ser característico do produto, sem ser forte demais.

E para produtos vendidos a granel, é necessário verificar o peso, a quantidade e a aparência do alimento e não comprar se houver suspeitas sobre a qualidade, como com sujeira e mofo.

Denúncias e reclamações

Os consumidores podem registrar suas denúncias e reclamações por meio do Atendimento Eletrônico, disponível no site www.procon.es.gov.br ou pelo aplicativo Procon-ES, disponível para Android ou pessoalmente na sede do Procon estadual ou municipal.

Siga, Curta e Compartilhe: