Ministérios da Cidadania e da Saúde assinam parceria para prevenção e tratamento da tuberculose

A tuberculose será combatida conjuntamente entre os ministérios da Cidadania e da Saúde, por meio da integração entre o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e o Sistema Único de Saúde (SUS). As duas Pastas assinaram, nesta segunda-feira (9), um protocolo de intenções para colocar em prática ações na prevenção e tratamento da tuberculose. Desnutrição, moradias precárias, uso de tabaco, álcool e outras drogas são fatores de risco para doença. Portanto, a população em situação de rua tem 56 vezes mais chances de contrair a doença. SUAS e SUS desenvolverão estratégias particularizadas, coletivas e comunitárias para em especial para este público. Estão previstas a promoção de ações conjuntas dentro das unidades socioassistenciais e espaços comunitários com vistas à realização de palestras e campanhas para incentivar e fortalecer a permanência das pessoas com tuberculose em tratamento.

Segundo o secretário especial do Desenvolvimento Social, Lelo Coimbra, a soma de esforços trará resultados positivos para toda a sociedade. “Integração é sempre importante, pois potencializa nossos esforços e nos permite resultados mais sólidos. No caso da tuberculose, no qual a população de rua é um grupo de risco, é fundamental fazermos de tudo para combater a propagação da doença e diminuir o risco de morte entre os doentes”, afirma.

A secretária nacional de Assistência Social, Mariana Neris, destacou a importância de facilitar o acesso da população de rua, através da rede de assistência social, ao tratamento adequado da doença. “Temos que fazer de tudo para derrubar as barreiras que separam essa população de risco da cura. Através de protocolos de articulação e parceria, o SUAS e o SUS trabalharão juntos para oferecer a todos um tratamento eficaz e contínuo”, destaca Mariana.

Segundo estudo realizado em 2005, pessoas com tuberculose registadas no Cadastro Único e que recebem o benefício do Programa Bolsa Família, quando comparadas com aquelas que não recebem, apresentam maior percentual de cura e menor percentual de abandono do tratamento contra a doença.

O secretário substituto de Vigilância e Saúde do Ministério da Saúde, Julio Croda, participou da assinatura do documento, e destacou que a integração entre Saúde e Cidadania é essencial para combater a doença e diminuir o número de mortes. “Esse trabalho em equipe poderá salvar muitas vidas. É cientificamente comprovado que a proteção social, através de seus programas, impacta diretamente na cura do paciente e diminui a taxa de abandono do tratamento. Com certeza essa parceria vai impactar nos indicadores de saúde que dizem respeito à cura e mortes ligas à tuberculose”, comemora Croda.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a tuberculose está na lista das 10 doenças infecciosas de agente único que mais mata, superando o HIV, constituindo um grave problema de saúde pública. Em 2017, estima-se que 10 milhões de pessoas adoeceram de tuberculose no mundo, e 1,3 milhão de pessoas morreram em decorrência da doença.

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