Guaçuí sedia Simpósio Multidisciplinar de Doação de Órgãos e Tecidos na próxima terça-feira (24)

Foto: Ilustrativa.

A Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (SESA), coordenada pela Central de Notificação, Captação e Doação de Órgãos (CNCDO), em parceria com a Santa Casa de Misericórdia de Guaçuí, realiza nesta terça-feira, 24, o Simpósio Multidisciplinar de Doação de Órgãos e Tecidos. O evento acontecerá à partir das 13 horas, da próxima terça-feira (24), no auditório da Câmara Municipal de Guaçuí. O evento é gratuito e aberto ao público.

A organização sugere aos participantes a doação de um pacote de fralda geriátrica que será destinada à Santa Casa.

O objetivo do Simpósio é capacitar e atualizar os profissionais de saúde, além de conscientizar as pessoas quanto a importância de cada um no processo de doação.

Cinco palestras serão ministradas no Simpósio; “Sensibilização e processo de doação”, pela enfermeira coordenadora da Central, Maria dos Santos Machado; ” Panorama de transplantes”, pela médica da Central, Priscila Bacchetti Weber; “A importância da entrevista familiar”, pela assistente social, Elizete Calmon; “Experiência profissional a frente da CIHDOTT da Santa Casa de Cachoeiro – Entrevista familiar”, pela enfermeira Beatriz Riveri Colodette; e “Doação de Córneas”, pela enfermeira do Banco de Olhos do HEVV, Jessica A. D. Piassarolo dos Santos.

A ação faz parte da campanha “Setembro Verde” e vem sendo realizada em diversos municípios durante todo o mês. A campanha também incentiva as pessoas a declararem para seus familiares e amigos a intenção de ser um doador.

Até o início de setembro, 1.216 pessoas aguardavam por um transplante. O número, porém, varia dia a dia.

É possível fazer captação de órgãos na Santa Casa de Guaçuí

Foto: Ilustrativa.

Assim como em todo o País, no Espírito Santo existe uma central no Estado que é responsável pela captação e distribuição de órgãos em todo o território capixaba.

“Toda vez que o hospital entra em situação de abrir protocolo para investigação de morte encefálica, e no caso de óbito para córnea, a gente entra em contato com o CNCDO e iniciamos o protocolo de doação. Enquanto isso, nós conversamos com a família sobre a suspeita de morte do paciente”, explica a enfermeira coordenadora da Comissão Intra Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos (CIHDOTT), Vivian de Rezende Paula.

Vivian destaca que este processo de confirmação de morte encefálica é criterioso. Sendo necessária a avaliação de duas especialidades médicas e realização de dois exames clínicos, teste de apneia e eletroencefalograma. “À partir do momento que é confirmado o óbito, é preciso esperar mais 12 horas e repetir todos os exames”, completa. Um médico da Central acompanha todo o processo.

Nesse momento a família do paciente vai decidir se haverá doação. “É a família que decide se doa os órgãos ou não. Por isso a importância da pessoa que quer ser doador conversar com seus parentes e deixar seu desejo claro”, enfatiza Vivian.

Sendo positiva a decisão dos familiares, uma equipe sai da Central de Vitória e vai até o hospital realizar a captação. Vale destacar que é a Central que vai definir quais os pacientes receberão os órgãos, de acordo com a fila de espera.

Tudo precisa acontecer em um intervalo de seis horas após a confirmação da morte encefálica do paciente.

Guaçuí tem equipe especializada em doação de órgãos

Para realizar o intermédio de doação de órgãos, a Santa Casa de Misericórdia de Guaçuí conta com uma Comissão Intra Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos (CIHDOTT ), formada pelo médico Alberico José Binica; as enfermeiras Vivian, Luisa e Roberta Santana; o psicólogo Alessandro Ogioni, a assistente social Leonara Astolpho e o Pronto Socorro da cidade.

Foto: Ilustrativa.

Como posso ser doador de órgãos?

No Brasil, o transplante só acontece com a autorização de um familiar do doador. Por isso é fundamental falar coma família sobre o desejo da doação. A doação de órgãos só acontece após autorização por escrito de familiar.

Que tipos de doador existem?

Doador vivo – Qualquer pessoa saudável pode doar um dos rins, parte do fígado, medula óssea e parte do pulmão. Pela lei, parentes até 4º grau e cônjuges podem ser doadores; não-parentes, somente com autorização judicial. Doador com morte encefálica – São pacientes em UTI com morte encefálica, geralmente vítimas de traumatismo craniano ou derrame cerebral. A retirada dos órgãos é realizada em centro cirúrgico.

Quais órgãos e tecidos podem ser doados?

Coração, pulmão, fígado, pâncreas, rim, córnea, ossos, músculos e pele.

Como posso ter certeza do diagnóstico de morte encefálica?

O diagnóstico da morte encefálica é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina. Dois médicos de diferentes áreas examinam o paciente, sempre com a comprovação de exames complementares.

Após a doação o corpo fica deformado?

Não. A retirada dos órgãos é uma cirurgia como qualquer outra. O corpo é reconstituído após a intervenção cirúrgica e o doador poderá ser velado normalmente.

Quem recebe os órgãos e/ou tecidos doados?

Aquele que estiver na lista de espera gerenciada pela Central de Transplantes do Estado, e for compatível com o doador.

O que diz a Lei brasileira de transplante atualmente?

Lei que dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante é a Lei 9.434, de 04 de fevereiro de 1997, posteriormente alterada pela Lei nº. 10.211, de 23 de março de 2001, que substituiu a doação presumida pelo consentimento informado do desejo de doar. Para que aconteça doação, é necessária a autorização familiar. Portanto, informe sua família o seu desejo de se tornar um doador.

Siga, Curta e Compartilhe:
error