Distrito de Muniz Freire inova com modelo de gestão voltada à agricultura

Foto: Divulgação Adecomej.

Representantes da Associação de Desenvolvimento Comunitário de Menino Jesus (Adecomej), de Muniz Freire estiveram nesta quinta-feira (25), na Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), para apresentar um novo modelo de gerenciamento desenvolvido na entidade.

Cerca de 1.500 pessoas vivem no distrito de Menino Jesus, localizado a 13 quilômetros do município de Muniz Freire, onde funciona a associação. 

Na reunião na Seag, os representantes explicaram como funciona o modelo, com a criação de departamentos, com o objetivo de melhor administrar as ações na localidade. 

A associação existe desde de 2006 e as principais atividades eram voltadas apenas à pecuária e ao saneamento. Segundo o presidente da entidade, Tiago Lúcio da Silva, em 2014 ocorreram mudanças significativas. “Tivemos a ideia de envolver mais setores da comunidade. Assim foram criados esses departamentos. Ao todo são dez, com a expectativa de criação de mais dois”, disse.

Silva afirmou também, que no início do ano é realizado na comunidade um plano de gestão que norteia as ações desses departamentos. Cada um deles tem um diretor, que se encarrega de gerir os recursos da área e atender às demandas existentes. Entre os departamentos estão: meio ambiente, saúde, educação, esporte, lazer e agricultura, um dos mais importantes para a comunidade.

Para o secretário de Agricultura, Paulo Foletto, essa é uma importante forma de gestão. “É um modelo inovador e merece destaque, pois cria uma mini administração comunitária”, afirmou.

Atualmente, a Adecomej conta com 180 famílias associadas, que pagam uma taxa anual equivalente a 10% de um salário mínimo. Os associados também pagam um valor, que é destinado exclusivamente para a manutenção do maquinário fornecido para a utilização nas propriedades rurais. Podem também participar de outras iniciativas oferecida pela Associação.

“Realizamos compras coletivas de adubo, temos retroescavadeira, trator e secador de café, que atendem todos os associados. Levamos também muitos cursos para a comunidade”, explicou o presidente da entidade.

Para o diretor de saneamento da associação, Jonatas Almeida, é preciso profissionalizar cada vez mais o agricultor. “Um dos principais focos do trabalho da associação é a orientação das pessoas. E isso hoje está dando muitos resultados, os produtores estão voltando para as propriedades, começando a investir em café e em outras culturas. As pessoas estão mais preparadas”.

No distrito, a maior parte do café produzido é da espécie arábica, mas, segundo o diretor, há espaço para outras culturas. Também sinaliza que é preciso investir na produção de um café cada vez mais competitivo. “Queremos não apenas produzir um café de qualidade, mas também mostrar que ele respeita todos os aspectos sanitários”, destacou.

A Adecomej quer participar, este ano, do Prêmio Biguá de Sustentabilidade, realizado anualmente no Estado e que premia empresas, escolas e instituições que se destacam em ações voltadas à preservação do meio ambiente.

A associação pretende apresentar o projeto desenvolvido na comunidade, chamado “Água, Fonte de Vida”, voltado à recuperação do córrego Vista Alegre, que abastece o distrito.

Dentre as ações do projeto, há intenção de realizar a recuperação de 21 nascentes, incluindo a plantação de mudas, além da criação de miniestações de tratamento de esgoto nas residências localizadas na região do córrego. A ideia é de que essa iniciativa possa ser estendida, futuramente, para todo o distrito

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