Comunidade italiana é homenageada no Palácio Anchieta

Foto: Ademir Ribeiro/Secom

O Palácio Anchieta, sede do Executivo Estadual, foi palco nesta quinta-feira (21) de uma grande homenagem à comunidade italiana no Espírito Santo. A noite teve muita música, comida e danças típicas. O evento contou ainda com uma emocionante homenagem à memória do ex-governador e ex-senador Gerson Camata, morto no final do ano passado. Ele foi o autor da lei que estabeleceu o dia 21 de fevereiro como o Dia Nacional do Imigrante Italiano.

O evento lotou o Salão São Tiago e teve as presenças do governador Renato Casagrande; de sua mãe, Dona Ana; da primeira dama, Maria Virgínia; e da vice-governadora Jacqueline Moraes. A viúva do ex-governador, Rita Camata, e o sobrinho, Edmar Camata, atual secretário de Controle e Transparência, representaram a família.

Em seu discurso, Renato Casagrande destacou a importância da comunidade italiana no Estado: “Os primeiros imigrantes vieram fugindo da guerra, da fome e buscando dias melhores. Chegaram a um Estado buscando desenvolvimento. Por isso temos que valorizar os nossos antepassados. Assim como também foi com os negros que deixaram seus lares para vir ao Espírito Santo”, afirmou.

O governador saudou a memória de Gerson Camata, que foi homenageado com a exibição no telão de um pronunciamento feito pelo ex-político no Senado Federal sobre os imigrantes italianos. A viúva Rita ganhou uma estatueta dourada na forma de colibri, representando a ave que é um dos símbolos do Espírito Santo. Ela também recebeu um buquê de flores da primeira dama e uma foto feita na posse de Gerson como governador em 1982 das mãos da chefe do Cerimonial do Palácio, Hilda Cabas.

“Em uma hora de alegria é bom que nos lembremos do Gerson. Ele incorporou toda essa cultura italiana. Era uma pessoa alegre, não fazia mal a ninguém. Camata não tinha maldade. Trabalhou e se dedicou muito junto com a Rita. Eles formaram uma dupla extraordinária na política brasileira. Muito bom poder valorizar o imigrante italiano e ver ainda o grande trabalho que o Governo faz através do Arquivo Público Estadual”, lembrou o governador.

Bastante emocionada, Rita Camata agradeceu a homenagem e de todas as manifestações de carinho que a família recebeu desde a morte do ex-governador:

“Gerson viveu e trabalhou com ética, com seriedade e dizendo o quanto amava o Espírito Santo. Esse amor norteou sua vida e seu trabalho, que pode ser o norte de todas as famílias capixabas e brasileiras. Está faltando amor, paz e serenidade. O Camata era festeiro, contador de histórias e faz muita falta… Essa leveza de viver a vida. Obrigado a tantas demonstrações de amor e carinho que estamos recebendo. Por quanto tempo eu viver, não terei como agradecer o amor e carinho. Isso traduz o que foi Gerson”, afirmou.

O secretário Edmar Camata também falou sobre a memória do tio. “Um homem sem raízes é um barco à deriva. Nada mais importante do que celebrar nossas raízes, nossa história. Nós, de origem italiana, temos que fazer sempre. Sou sobrinho do Camata, mas gostaria de ter sido mais. De ser colega, de ser contemporâneo, de ouvir muitos mais causos. Uma de suas características foi de governar ouvindo todos os lados. Na política, ele deixou muitas marcas”, pontuou.

O evento também homenageou os capixabas ex-combatentes da Segunda Guerra Mundial, os “pracinhas” enviados à Itália para lutar contra o nazismo. A vitória dos brasileiros na tomada de Monte Castello contra o exército alemão teve seu desfecho em 21 de fevereiro de 1945.

Estiveram presentes no evento, os secretários de Planejamento, Álvaro Duboc; de Cultura, Fabrício Noronha; de Desenvolvimento, Heber Resende; e da Fazenda, Rogelio Pegoretti; além do diretor geral do Arquivo Público, Cilmar Cesconetto Francischetto, que também discursou.

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