Agentes de Saúde de Guaçuí vão participar de ações contra a dengue

As notificações sobre possíveis casos de dengue em Guaçuí têm aumentado e, por isso, a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) está intensificando as ações para o combate aos focos do mosquito. Para isso, além do que já vem sendo feito pelas equipes de controle de endemias, a Semus convocou as agentes comunitárias de saúde para uma reunião, na manhã desta terça-feira (15), nas dependências da Câmara Municipal, onde foram orientadas para atuarem no controle de focos do mosquito transmissor da dengue, chinkungunya e zika.

Conforme explicou o coordenador de Atenção Primária à Saúde, Fabiano dos Santos e Souza, as agentes de saúde vão atuar em suas respectivas áreas para detectar possíveis focos do mosquito. “Quando for um problema de pequeno porte e fácil solução, a própria agente está sendo orientada para ela mesma mostrar ao morador como solucionar, mas se for um problema mais complexo, vai notificar os agentes de endemias que irão até o local”, esclareceu. “Isso vai ajudar a otimizar o trabalho dos agentes de endemias”, completou.

O secretário municipal de Saúde, Márcio Clayton da Silva, convocou as agentes de saúde a focarem no combate aos focos do mosquito, num trabalho de apoio à Vigilância Epidemiológica, já que têm mais acesso aos moradores no dia a dia do trabalho. “Mas na hora desse serviço, é preciso que deixem claro que estão ali não para fazer o atendimento de saúde que fazem diariamente, mas sim apenas para tratar sobre o combate aos focos do mosquito” afirmou. As agentes também receberam frascos de repelentes fornecidos pela Semus.

Segundo a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, enfermeira Sueli Valéria Moreira, ainda não há casos confirmados de dengue, mas isso não diminui as preocupações. “Não ter casos ainda, não quer dizer que não podemos ter uma epidemia e, além disso, também estamos solicitando que o sangue coletado dos pacientes que apresentaram sintomas, mas não deram positivo para dengue, seja analisado de novo, para sabermos se não está circulando outro vírus que não seja da dengue, mas que pode ser da zika ou chikungunya”, destacou.

A reunião contou também com a participação do agente de endemias, Luiz Carlos Almeida Rosa – Cacá, que passou orientações gerais sobre como devem atuar as agentes de saúde e todas as possibilidades de focos que podem ser encontrados numa casa. “É importante mostrar às pessoas que o mosquito se reproduz em qualquer lugar que acumule água, principalmente aqueles escuros e com água limpa, fazer as orientações e notificar os agentes de endemias, nos casos mais graves, para que possamos agir o mais rápido possível, porque uma epidemia atinge a todos nós”, enfatizou.

Guaçuí está em alerta desde o dia 8, realizando ações que visam evitar uma possível epidemia de dengue e as outras doenças transmitidas pelos mosquitos aedes, como zika e chikungunya. Segundo a Semus as notificações de casos de suspeita de dengue no município, que não foram confirmados até agora, estão aumentando, mas não se descarta a possibilidade da presença dos vírus que transmitem a zika e chikungunya. O material colhido dos pacientes ainda está sendo analisado. Focos já foram encontrados em todos os bairros da cidade e também nos distritos.

Por isso, a Secretaria chama atenção para a importância da colaboração da população nessa luta contra uma epidemia. “Precisamos que a população faça sua parte, colaborando com o trabalho dos agentes de endemias e, agora, ouvindo as orientações das agentes de saúde, para que possamos evitar que nosso município sofra com uma epidemia”, destaca o secretário Márcio Clayton. O clima muito quente, com muitas chuvas, torna ainda mais propícia a proliferação do mosquito.

Focos

De acordo com informações das equipes da Vigilância em Saúde, foi confirmada a presença de mosquitos transmissores com ovos em 10 das 32 armadilhas MosquiTRAP espalhadas pela cidade. Além disso, os agentes também encontraram focos, com larvas do mosquito, em residências localizadas em todos os bairros de Guaçuí e muitas casas fechadas, devido às férias, o que dificulta o trabalho das equipes, com agravante de que existem proprietários de terrenos baldios que não fazem a limpeza dos mesmos, onde podem existir mais focos, já que o município não tem permissão para entrar em propriedade particular e fazer o serviço.

Contudo, é bom lembrar que existe o Decreto Municipal 9.705, de 17 de março de 2016 que, entre outras decisões, determina multa para os proprietários de imóveis, incluindo lotes e terrenos baldios, que não obedeçam aos requisitos mínimos de higiene “indispensáveis à proteção da saúde”. No entanto, não há informações de que a Prefeitura irá aplicar, por enquanto, o que está neste decreto, o que aconteceu numa ocasião, no ano passado.

Prevenção

A Secretaria Municipal de Saúde coloca que a população deve estar atenta para evitar focos do mosquito, mantendo as caixas d’água bem fechadas e não deixando a água acumular em outros recipientes, como vasos de plantas, garrafas e qualquer outro que possa acumular água, inclusive nos recipientes atrás de geladeiras, calhas, plantas (como bromélias), piscinas e até tampinhas de garrafas. Enquanto isso, a Prefeitura também realiza a limpeza de bueiros e ribeirões, com o apoio da Secretaria Municipal de Obras, Infraestrutura e Serviços Públicos (Semoisp), além de jogar produtos para combater as larvas do mosquito.

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